CANDIDATO CONDENADO NÃO EXISTIRIA SEM O ELEITOR - JOSIAS DE SOUZA

16/12/2017

fonte - BLOG DO JOSIAS 

O PT reuniu o seu diretório nacional para reafirmar que a candidatura presidencial de Lula será mantida na base do vai ou racha. Ele será candidato mesmo com a reputação rachada por uma eventual sentença condenatória emitida pela segunda instância do Judiciário brasileiro. Lula continuará no páreo ainda que a rachadura moral o leve para a cadeia. Não há Plano B, diz a ré Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

Em discurso, Lula, com uma condenação de nove anos e meio de cadeia nas costas, reiterou que não seria candidato se fosse culpado. Em privado, ele diz ter a convicção de que será condenado em outros processos. Mas considera-se uma inocente vítima de perseguição política. Lula atingiu o ápice da perfeição. Ele mesmo comete os crimes, ele mesmo se julga e ele mesmo se absolve.

Não faz sentido pensar mal de Lula e alisar a cabeça dos eleitores. Assaltado e vilipendiado, o Brasil é presidido hoje por um denunciado criminal, cercado de ministros e aliados que não têm biografias, mas prontuários. E o primeiro colocado nas pesquisas é um condenado que flerta com a cadeia. Num cenário assim o problema não é os políticos tentarem fazer o eleitorado de idiotas. O grande problema é que eles ainda encontram material.


MEU COMENTÁRIO:

As coisas se mostram de uma forma diferente para cada analista político da atual situação brasileira. 

Quem quiser saber porque Lula detém 34%das preferências dos eleitores, majoritariamente no norte/nordeste, deve ler e meditar obrigatoriamente sobre o artigo de João Domingos do Estadão sob título "O país da desesperança" que postei hoje neste mesmo espaço. 

Sem qualquer sombra de dúvida, o eleitor miserável, um quarto da população brasileira, vê em Lula sua única esperança de ficar menos miserável.