MAIS CONCESSÕES NA REFORMA - MIRIAM LEITÃO

06/02/2018


As concessões que o governo ainda negocia na reforma

POR MÍRIAM LEITÃO - O GLOBO, RJ 

06/02/2018 

Alguns pontos da reforma da Previdência continuam em negociação. As regras de transição para funcionários públicos e o acúmulo de pensão e aposentadoria são alguns deles. Mesmo com as propostas de novas concessões, o governo não sabe se atingirá os votos necessários para aprovar o texto.

Pelo projeto, o acúmulo de aposentadoria e pensão será limitado até dois salários mínimos. Há três propostas na mesa para mudar essa regra.

A primeira delas é, simplesmente, retirar o limite do projeto. Os funcionários públicos e dependentes seriam os maiores beneficiados.

Outra ideia é criar uma transição. O beneficiado continuaria a receber os dois benefícios, mas um deles seria reduzido ano a ano.

A terceira proposta, que já estava na mesa, é permitir o acúmulo até cinco salários mínimos.

O grupo dos servidores que entrou para o serviço público antes de 2003 exige regras de transição mais suaves. Pelo texto, eles só se aposentarão com o salário integral e com os reajustes concedidos à ativa se atingirem a idade mínima. A intenção agora é levar o governo a criar uma regra para que eles se aposentem mais cedo com todas essas vantagens.

Apesar de todos esses pedidos de concessões, o governo continua sem saber quantos votos o projeto terá a mais na Câmara. O Planalto estima hoje contar com 270 votos dos 308 necessários.


MEU COMENTÁRIO:

Mamaram nas tetas do Estado durante décadas e querem continuar mamando, como se o Estado fosse uma fábrica de dinheiro. 

O Estado, leia-se governo, não produz absolutamente nada. 

Sua função é administrar o que os governados pagam como tributos, quesito em que o Brasil é um líder de audiência. 

Se insistirmos em respeitar vantagens que foram se acumulando, criando regras de transição assim e assado, a reforma vai ser uma merreca. 

Nenhum país em que os gastos com pessoal - ativo e inativo, público e privado - consomem mais de 50% do que se arrecada, tem condições de sobreviver.

Visto assim, não temos futuro como Nação, nosso destino é a falência de todos os sistemas, porque chegará um momento em que não haverá dinheiro suficiente.