"O BRASIL ESTÁ DOENTE" - FAUKECEFRES SAVI

03/10/2017

"O BRASIL ESTÁ DOENTE"

Foi o min. Barroso do STF quem o disse, ao justificar seu voto nos 3 x 2 que condenaram Aécio Neves a recolhimento residencial noturno ( e diurno, não?).

O jornalista Bernardo Mello Franco que assina coluna quase diária na Folha, comentando a escolha do deputado José Bonifácio de Andrada como relator da última denúncia contra Michel Temer a chegar ao STF, colocou o deputado entre os 3% que apóiam Temer.

Ao ser perguntado se havia chances de surpresas, o deputado afirmou que Temer poderia dormir tranqüilo e que os deputados ( e senadores) "não são santos por que o povo também não é santo".

De tudo o que foi dito e escrito, concordo plenamente. O nível de corrupção institucional que assola o Brasil, só é possível em um país em que os eleitores estejam ideologicamente tão corruptos quanto os políticos que elegem para representá-los nos cargos legislativos e executivos.

Se fosse diferente, o povo, hoje abúlico e desinteressado, estaria nas ruas protestando, reclamando, e até depondo governos comprometidos, pois os mandatos nada mais são que uma procuração por tempo determinado, para cumprir determinada finalidade.

O que hoje nos torna mais cientes do que nunca, é que desde 15 de novembro de 1889, quando um golpe militar chefiado por generais e marechais de Alagoas (sempre Alagoas?), derrubou a monarquia e instaurou a república.

Desde então, a cada quatro anos, vemos se repetir o que outro colunista e blogueiro classificou como "conto do vigário" a que chamamos de eleições.

É o momento em que o eleitorado finge acreditar nas falsas promessas dos postulantes, dificilmente cumpridas, e fica tudo por isso mesmo por mais quatro anos.

O quadro não é animador, por isso se desejarmos viver num regime democrático, no qual os cidadãos detém o poder e em o delegam para exercício, teremos que ser capazes de o exercer adequadamente nesse regime.

A alternativa será a intervenção militar, já ameaçada, caso os civis não consigam por ordem na casa, punindo os culpados e moralizando a "coisa pública", vulga república.

A oportunidade se avizinha, será em 2018. Depende de nós, civis, apenas de nós, com nossos votos, escolhermos o caminho que será percorrido.