SÓ A PF PODE TIRAR O CASO MARIELLE DO RUMO DO BREJO - JOSIAS DE SOUZA - BLOG DO JOSIAS 

14/03/2019

Um dia depois de afirmar que a polícia civil ofereceu "uma resposta importante" à sociedade na "elucidação de um crime bárbaro" como a execução da vereadora Marielle Fanco e seu motorista Anderson Gomes, o governador Wilson Witzel afastou do caso o delegado delegado Giniton Lages. Ou seja: a "resposta" era cenográfica e a "elucidação" era ficcional.

Quando fez suas declarações categóricas, Witzel já sabia que as prisões dos supostos assassinos -os ex-PMs Ronnie Lessa e Élcio Queiroz- representavam uma vírgula numa investigação que já dura um ano. Ao asfastar o delegado titular do caso, o governador sinaliza que não enxerga no doutor Giniton a capacidade de conduzir a encrenca a um ponto final.

Armou-se uma pantomima para justificar a saída do delegado. Na versão de Witze o tira Giniton foi convidado a estudar no estrangeiro. "Como ele está com a experiência adquirida e estamos com intercâmbio com a Itália exatamente para estudar máfia, os movimentos criminosos, ele vai fazer essa troca de experiência com a polícia italiana."

Em privado, o delegado dá a entender que não pediu para trocar o caso Marielle pelo intercâmbio com a Itália". Em português claro: Giniton não trocou, foi trocado. Conforme já foi comentado aqui, a alegada "elucidação" do caso Marielle produziu mais dúvidas do que certezas. Considerando-se que está em curso uma investigação da investigação, resta concluir: só a Polícia Federal pode retirar esse inquérito do caminho do brejo.

MEU COMENTÁRIO:

Todas as dificuldades conhecidas postas no caminho da apuração dos executantes e dos mandantes dos assassínios, indicam uma coisa só: os ou o envolvido é figura importante demais na cena política.

Quando nos referimos a "importante demais" pode-se especular à vontade. 

A especulação fica por conta de cada um, sabendo da possibilidade de que nunca venha a se apurar os verdadeiros culpados.

Enfim, um  crime insolúvel. Pena que Sherlock Holmes tenha sido só uma figura de ficcção.